Associação Cultural Humaitá

Agbegbe fun ijosin ti orisá ati Umbanda

Acho que foi em 1971, no Programa Pinga Fogo, que perguntaram a Chico Xavier se os animais um dia se tornariam homens.

Imediatamente, Emmanuel auxiliou o medium na resposta, que saiu mais ou menos assim: o animal caminha na direção do homem, assim como o homem caminha no encalço do anjo!

E daqui início o texto…

É que um tema que me interessa muito é evolução da nossa Terra e das espécies orgânicas que vivem nela, isto é, todos os seres vivos, incluindo assim humanos, animais, plantas, e qualquer outra forma de vida.

Para quem leu e não se deu conta, eu me referi TAMBEM a Terra! Sim, a Terra também evolui. Como assim? Então pedras, rios, mares, plantas, evoluem, melhoram? Isso mesmo…

Está na Codificação, a evolução do homem causa a evolução do planeta ondem vive! Tudo evoluiu, tudo melhora, tudo dá um salto para frente…

Quando às espécies orgânicas com instintos (animais), sempre soubemos, pelo menos desde 1855, com Charles Darwin e a Teoria da Evolução das Espécies.

Mas a ligação que quero mostrar vai mais além: é o que disse Emmanuel, quando afirmou que assim como o animal vem ao nosso encalço, nós vamos no rastro do anjo!

Isto é: Deus criou esta Escola e povoou com um Eco-sistema vivo, em movimento, que se modifica lentamente a bilhões de anos. Ele se auto-alimenta, nasce, cresce, se desintegra, para depois se reintegrar novamente em outro formado, como outro aparelho.

Vejam nossa forma de se re-ligar a Olorum, que é a Umbanda. Nossas tradições filosóficas são montadas sobre um passado, sobre uma ancestralidade humana, iniciada na África, por negros e índios, dali partindo para vários continentes! Um substituindo o outro, mudando as vezes a cor do aparelho, a roupagem, alterando a evolução de caráter, moral e inteligência!

Nossos rituais, utilizam matérias orgânicas e inorgânicas da própria Terra, um substituindo o outro, depois de ser usado, manipulado, transformado em chá, em ervas, em fogo ou fumaça.

Cada elemento substituindo outro em sua época. Cada um cumprindo sua missão, na sua função! A arruda que veio numa semente, e que depois se tornará uma pequena planta de 50 cm no Terreiro do Sete Raios, logo em seguida será usada pela Vó Maria Conga.

Cumprindo sua função, retorna para os bancos escolares para a próxima função, voltando talvez daí como o tabaco do palheiro do Pai João, quando daí retornará na fumaça das baforadas do Véio.

E por aí seguimos todos: os filhos nos encalços dos pais; os pais nos rastros dos avós; o canário da terra no encalço de uma pombinha branca; o tic tic no encalço da Mãe Andreia; um aprendiz de Exu no encalço do Pedra Negra…

A vela usada por um preto velho, parafina, foi petróleo, antes foi vida aquática! Agora vai queimar miasmas ou fornecer energia, indo embora na forma de fumaca…

Não importa o formato ou o conteúdo, organico ou inorgânico, todos nós fazemos parte da Teia da Vida, e evoluímos. Uns mais depressa, outros sem sofrimento ou destruição! Alguns são fumaças, outros são arrudas, uns tabaco…

Ah e quando ao grão de areia, corre grãozinho, corre! Corre que o vento vai te levar para as águas de Iemanjá, corre! Corre pra que tu fique no encalço de uma pedra, para um dia ser uma pedra da Pedreira de Xangô…

Sarava a todos!

Jose Augusto da Cunha Meira

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