Associação Cultural Humaitá

Agbegbe fun ijosin ti orisá ati Umbanda

Saudações nobres leitores deste espaço. Começo este post, esclarecendo que ele reflete a opinião do seu escritor. Sim, a minha e somente a minha opinião. Se alguém simpatizar, tudo bem, se não concorda, tudo bem da mesma forma, mas diz a tradição que aquele que não fala ou expressa o que tem dentro de si mesmo, está traindo a si, então, vamos lá.

As principais manchetes dos jornais neste 1º de Fevereiro de 2021 aqui no RS são as seguintes:

“Principais praias do Litoral Norte não terão barreira física para bloquear acesso à orla”;

“Com interdição da faixa de areia, devotos farão carreata a Iemanjá no litoral do RS”;

“Prefeitos dizem ser “impossível” fiscalizar interdição de praias, enquanto BM promete policiais nas ruas do Litoral”.

Entre todas estas, e se você “der um Google” como se diz, encontrará diversas outras, estas estão no Gauchazh. Mas, aquela que mais me chamou atenção diz respeito a última: “…BM promete policiais nas ruas do litoral”. Você pode pensar nobre leitor que é para sua segurança, só que não, é para prender você se estiver realizando um ritual religioso a beira mar, ou em algum córrego, rio, lagoas, enfim, não pode realizar oferenda a seus deuses. E porque não? Ah sim, é por causa da pandemia. A ciência disse isso. Mas, estatisticamente, quantas pessoas se contaminaram a beira mar, ao ar livre?

Você, que está lendo este texto, lembra como estava a orla marítima, a praça do mar, e toda praia nas festas de fim de ano? Estima-se que mais de 100.000 pessoas estavam aglomeradas nesta data. Pergunto: Explodiram os casos do corongo? (escrevi corongo mesmo, pois se os robôs do Google passarem por aqui, este texto pode ser censurado se não estiver de acordo com o que os cientistas de cabelo verde de hoje pensam). Aquele tempo não havia pandemia?

Entendo, que liberar totalmente as festas neste ano também não seria o caminho. Mas então pergunto: Não seria o caso de proibir apenas grandes eventos? Qual o problema de um terreiro com sua família religiosa, que em sua maioria são pessoas que convivem quase que diariamente irem realizar seu ritual religioso? Eu particularmente, não entendo isso. Igrejas estavam funcionando até então, e seus cultos, podemos dizer, são bem frequentados, e em ambientes fechados. Estes estão liberados.

Como iniciei este texto, ninguém é obrigado a concordar comigo, mas não consigo entender a lógica das autoridades, em proibir uma festa religiosa, ao ar livre, onde não existe tudo o que há em uma balada, e esta sim, a grande disseminadora de vírus, comprovada pelos cientistas que realmente o são, onde a mistura de alcool, som alto, falando bem pertinho um do outro, com muito agarra, abraço, beijo na boca, estas continuam a todo vapor verão adentro, sem problemas.

Fica minha indignação, de uma voz solitária, de mais um “Silva que a estrela não brilha”, que em nada vai mudar nosso meio. Mas, que talvez você, nobre irmão(a) leitor deste texto, faça uma reflexão, e veja se realmente, tudo o que estão fazendo, é pela sua, a nossa saúde? De um dia para outro, como nossos governantes passaram a se preocupar com nossa saúde. Tiram nossa liberdade, mas é em nome da nossa saúde.

Os deuses haverão de nos iluminar, e quem sabe possamos ainda assistir os próximos capítulos desta novela mexicana.

Um fraternal axé, saravá, e que Yemanjá possa iluminar e abençoar a todos nós.

Fazendo como meu pai me ensinou, assino meu texto:

Michael Pagno

2 comentários sobre “Homenagens a Yemanjá em 2021

  1. Concordo com tudo que escreveste aí, preocuparam somente agora com nossa saúde, neste dia específico? Fico muito triste com esta posição governamental. Fica a dica. Saravá a todos e que Yemanjá nos proteja deste vírus.

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