Associação Cultural Humaitá

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Apesar de o cabelo voltar a crescer e a angústia ser superada, o tempo não cura todas as marcas deixadas pelo câncer de mama. Para as mulheres que passam pelo processo da mastectomia há possibilidade de reconstrução do seio, mas a pigmentação características acaba sendo perdida.
E comovidos com essa situação, tatuadores de todo o país realizam, voluntariamente, este procedimento para aumentar a autoestima daquelas que retiraram a mama. Por exemplo, Daniela Iartelli, tatuadora de Assis, desenvolveu seus desenhos por cima da cicatriz e ainda redesenha o mamilo.
Em São José dos Campos, Tati Stramandinoli é coordenadora do projeto “Reviva”, e também atende mulheres gratuitamente. A técnica que ela utiliza é a de micropigmentação, específica para esse tipo de trabalho (e que deve ser retocada a cada dois anos). Através do projeto, Tati atende entre quatro e cinco mulheres por mês.
Já no Rio de Janeiro, quem realiza este trabalho é o tatuador Roberto dos Santos, do estúdio BetoTattoo Leblon.
E na Região Sul, a tatuadora Marcela Guardiola coordena o projeto itinerante Mamma, com o qual atende mulheres em Dois Irmãos (no Rio Grande do Sul), Blumenau (em Santa Catarina) e Curitiba (no Paraná).
Em entrevista ao site M de Mulher, o oncologista Rafael Kaliks, do Hospital Israelita Albert Einstein, disse que do ponto de vista médico, não há contraindicações para esse tipo de procedimento. Porém, o ideal é que haja o intervalo de um ano entre a mastectomia e a tatuagem reparadora.

Fonte: Rádio Boa Nova

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