Associação Cultural Humaitá

Agbegbe fun ijosin ti orisá ati Umbanda
Um espelho sem a nossa imagem refletida!!

Jesus salve a Umbanda!!

Xangô exige que, usando a razão e a inteligência, devemos aprender com a experiência. O passar dos anos, o passar das décadas, de meio Século e já mais de um Século – precisamente 113 anos depois que o Caboclo das 7 Encruzilhadas se revelou para nós – nos deixaram com uma vasta experiência de como exercer o Ofício Religioso de ser Umbandista, através da Caridade, da Dignidade, da Honra, da Moral e da Ética.

Pois bem, estabelecidas estas duas premissas da experiência de mais de 100 anos e o uso da razão, vivemos ainda tempos dificeis entre nós. Parece que as religiões de matriz africana em nada aprenderam com o passado: a vaidade e o ego unidos entre si, transformando o trabalhador na peça mais importante das sessões, a que mais precisa aparecer…

Entrelaçados, amarrados, juntos e em comunhão de esforcos e de objetivo, a vaidade e o ego dos médiuns chamam mais a atenção do que aqueles pobres humanos, sentados na assistência, e que SÃO OS VERDADEIROS ALVOS DA ESPIRITUALIDADE, POR ORDEM EXPRESSA DO CRISTO.

Como um ácido invisível fixado em seu espírito, a valorização exacerbada de sí próprio em detrimento do que Cristo quer, do que o Guia Chefe da Terrreira quer, é de uma insanidade absurda. Além do óbvio ato de desobediência ao Comando de uma Terreira, demonstra descontrole das qualidades necessárias ao trabalhador deste tipo de seara, prejudicando os trabalhos e atrasando a evolução do médium.

Nestes tempos bicudos, onde a tentação de se mostrar mais que a própria Espiritualidade é quase generalizada, é imprescindível que sejamos como Pai Antônio, o primeiro preto velho da Tenda de Zélio, que não sentava em cadeiras porque tinha vergonha; ou como o Caboclo das 7 Encruzilhadas, um Espírito Superior que veio vestido de índio; talvez como Pai Zélio, Pai Michael de Oxalá ou a Mãe Andréia de Xango, que ninguem vê ou percebe nas giras: se ninguém contar, ninguém sabe que eles são os Sacerdotes!!!!

Enfim, sejamos talvez como Madre Tereza de Calcutá que todas as noites pedia ao Cristo para que não existisse mais, que se esvaziasse de si, que sua vontade não existisse mais, apenas a vontade de ajudar aos pobres…

Trabalhadores da Umbanda, que nossas imagens não se reflitam mais no espelho, que nossas vontades e desejos estejam esvaziadas de nós, que nossas vontades sejam substituídas pela vontade do Caboclo Sete Raios dentro de sua Terreira…

Deixemos a vontade do Guardião Pedra Negra agir em nós…

Um saravá a todos os irmãos.

José Augusto da Cunha Meira

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